Uma fintech em crescimento acelerado nos procurou com um problema comum: a conta de cloud crescia mais rápido que a receita, sem que ninguém soubesse exatamente o porquê. Em 90 dias, reduzimos 40% do custo mensal sem comprometer performance nem disponibilidade.
O diagnóstico: para onde o dinheiro estava indo
A primeira etapa foi tornar o gasto visível. Mapeamos recursos por aplicação, ambiente e time, e descobrimos os suspeitos de sempre: máquinas superdimensionadas, ambientes de teste ligados 24/7, discos órfãos e ausência total de reservas de capacidade.
- Rightsizing de VMs com base em telemetria real de CPU e memória.
- Desligamento automático de ambientes de não-produção fora do horário comercial.
- Reserved Instances e Savings Plans para workloads previsíveis.
- Limpeza de discos, snapshots e IPs órfãos sem uso.
De economia pontual a cultura de FinOps
Cortar custo uma vez é fácil; manter o controle é o desafio. Implantamos um ciclo de FinOps com dashboards de custo por time, alertas de anomalia e revisões mensais. A engenharia passou a enxergar o impacto financeiro de cada decisão de arquitetura.
Cloud sem governança é dinheiro jogado fora. FinOps transforma custo em uma métrica de engenharia, não só de finanças.
Três meses depois, além dos 40% de redução, a fintech ganhou previsibilidade de budget e passou a tratar eficiência de nuvem como parte do processo de desenvolvimento.
Publicado por Equipe Infodive · 02 de mai. de 2026
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